
Meu Testemunho como Missionário

Deus mandou apedrejar mulheres que traíam seus maridos?
Sim, as leis do Antigo Testamento incluem mandamentos que prescrevem a pena de morte por apedrejamento para certas transgressões, incluindo o adultério, para o Povo de Israel naquela época. E não só para a Mulher, para o Homem também. Essas leis são encontradas em passagens como Levítico 20:10 e Deuteronômio 22:22-24
Mas porque tanta brutalidade?
As punições severas, como o apedrejamento, serviam como um forte dissuasor contra comportamentos que podiam contaminar a comunidade. Serviam para ensinar ao povo a gravidade do pecado e a importância de viver de acordo com os mandamentos de Deus. Naquela época eles não tinham o Espírito Santo, como hoje temos, para transformar seus corações e lhes dar a consciência dos seus erros de dentro pra fora. A lei fazia esse papel disciplinador, na base da força, de fora pra dentro, de manter a ordem e a santidade dentro da comunidade israelita, uma sociedade tribal teocrática e nômade de aproximadamente 3.400 anos atrás que havia acabado de sair do cativeiro no Egito, onde foram escravizados por 400 anos, e agora viviam no meio de um deserto, cercada por nações com práticas selvagens, imorais e corruptas: Egipícios, Cananeus, Filisteus, Moabitas, Amonitas, Amalequitas, Edomitas, Midianitas, Arameus (Síria), Assírios e Babilônicos. Era importante afastar Israel, que estava destinada a ser uma "Nação de Sacerdotes", de práticas comuns naquela época como: rituais com sacrifício de crianças, prostituição sagrada, estupros, infanticídio, necromancia, feitiçaria, magia negra, politeísmo, cultos à morte, canibalismo, massacres, torturas, mutilações, incesto, bestialidade, exploração sexual, tráfico humano, autoflagelação, todo tipo e injustiça e corrupção e outros absurdos.

Como Jesus mudou isso?
A vinda de Jesus Cristo transformou a maneira como a lei mosaica e suas punições eram aplicadas. A lei cumpriu o seu papel de mostrar a necessidade de um redentor. E Jesus cumpriu a lei perfeitamente na cruz e estabeleceu uma nova aliança baseada na graça e na fé. Sua morte na cruz satisfez as exigências da lei sobre o pecado, tornando desnecessário o sistema de sacrifícios animais e as punições severas associadas ao pecado. Ele enfatizou o perdão e a misericórdia, em vez das severas punições físicas. Através do Espírito Santo, os crentes agora experimentam uma transformação interna que os capacita a viver de acordo com a vontade de Deus, sem a necessidade das punições severas prescritas na antiga aliança. Dessa forma, a vinda de Jesus trouxe um novo entendimento e aplicação da lei, centrado na graça, no amor e na transformação interior.
Hebreus 8:7 "Pois, se a primeira aliança tivesse sido perfeita, não seria necessária uma nova aliança."
Hebreus 8:13: "E, quando Deus fala da nova aliança, é porque ele já tornou velha a primeira. E o que está ficando velho e gasto vai desaparecer logo."
MINISTÉRIO DA MORTE
A lei não salva. A lei condena.
A função da lei era revelar o padrão perfeito de justiça divina e mostra às pessoas onde elas falham e pecam. Ao confrontar as pessoas com a lei, elas percebem a extensão de sua própria imperfeição e pecaminosidade. Isso significa que a lei não salva, mas sim condena, ao trazer à luz o pecado.
MINISTÉRIO DA VIDA
A letra mata, mas o Espírito vivifica.
Enquanto a lei revelava o pecado e trazia condenação, o ministério da vida em Cristo traz perdão, justificação, e vida eterna. A nova aliança inaugurada por Jesus oferece uma transformação profunda e contínua pelo Espírito Santo, conduzindo os crentes a uma vida abundante e em comunhão com Deus. Assim, o ministério da vida é a boa notícia do Evangelho, que celebra a graça e a misericórdia de Deus oferecidas a todos através de Jesus Cristo.
2 Coríntios 3:6:"Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica."

A NOVA ALIANÇA
A medida que o tempo da promessa chegava, Deus revelou uma compreensão mais profunda do seu Amor através de Jesus Cristo. Jesus ensinou que a essência da lei é o amor a Deus e ao próximo. Ele destacou que a verdadeira obediência a Deus vem de um coração transformado, não apenas de ações rigidamente disciplinadas pela lei.
Hebreus 5:8-9: "Embora fosse Filho, ele aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem".
Assim, Jesus enfatizou a motivação por trás das ações, incentivando seus seguidores a viverem com amor, compaixão, perdão e misericórdia, refletindo uma abordagem centrada no amor e na transformação interior na prática da fé.

DEUS É O NOSSO PAI
REFLEXÃO COMPARATIVA:
Deus é como um pai educando. Um pai bate na mão do filho pequeno para que ele possa, por meio da dor física (que tem uma reação imediata), da cara de zangado, da rigidez, usando expressões instintivas de desaprovação, entender que o que ele está fazendo não é o bom. A criança ainda não tem maturidade e capacidade de compreender um diálogo racional naquela fase do seu desenvolvimento intelectual e emocional. Não adianta tentar conversar com um bebê tentando explicar pra ele que se ele botar o dedo na tomada ele pode morrer eletrocutado. Que se ele sair correndo pela rua, um carro pode passar e atropelar. Que se, mais tarde, ele começar a usar drogas, ele pode se viciar, virar um dependente químico, e destruir as possibilidades de ter uma vida saudável, de crescer profissionalmente e se desenvolver como pessoa de sucesso. Então, ensinando moralidade (o certo e o errado) mesmo que de forma rudimentar (com leis severas), que certos tipos de ações e comportamentos tem conseqüências imediatas. A palmada é um ato de amor do Pai, que antecipa uma prévia da dor do que fatalmente será muito pior no futuro. Se ele insistir em seguir esse caminho. Afim de alertar seu filho das suas escolhas perigosas e prejudicais. Ei, não pode! Papai não gosta! Rum! Se fizer, apanha! Embora possa não parecer. O pai bate porque ama.
Assim é Deus, que guiou com rigidez seus filhos rebeldes e desobedientes pelo deserto e através de diferentes estágios de desenvolvimento espiritual e moral. No início, medidas severas eram necessárias para proteger, disciplinar e ensinar.

"Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem."
Provérbios 3:12
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