
Meu Testemunho como Missionário

O que Jesus falou sobre a Umbanda?
Nada. Nem sobre a Umbanda, nem Candomblé ou qualquer outra religião de matriz africana. Essas religiões não existiam naquela época. É óbvio. Mas existiam outras: Religiões Pagãs do Panteão Greco-Romano, Religiões Orientais, Cultos sincréticos Greco-Egípcio, deuses locais (Baal, Asherá, Dagon, Astarté). Mas Jesus também não falou sobre nenhuma delas.
Mas Jesus fez questão de conversar com pessoas de religiões diferentes.
Jesus escolheu de viver na Galileia dos Gentios, uma região conhecida por sua diversidade cultural e religiosa, incluindo pagãos, essa atitude pode ser vista como uma demonstração de sua abertura e aceitação dos diferentes. A Galileia não era apenas um lugar de judeus devotos, mas também de gentios e pessoas com crenças variadas. Isso mostra que Jesus estava disposto a se engajar com todos, independentemente de suas origens ou práticas religiosas.
SEGUIR O EXEMPLO DE CRISTO
Mas Jesus não se envolveu em nenhum debate sobre outras religiões. Seu foco estava em ensinar sobre o Reino de Deus, amor ao próximo, perdão, justiça e outros princípios morais e espirituais que Ele considerava essenciais para a vida dos seus seguidores.
Jesus, ao interagir com gentios e samaritanos, demonstrou que a mensagem de amor, compaixão e verdade transcende barreiras religiosas. E que a principal preocupação, segundo seu exemplo, deve ser com a autenticidade da fé e a integridade espiritual, e não com a condenação de outras práticas religiosas.
O ponto central é que Jesus enfatizava a necessidade de um relacionamento espiritual e verdadeiro com Deus. A diversidade religiosa e cultural não era um obstáculo para Ele, mas uma oportunidade de demonstrar amor e compaixão universal.
Jesus, em seus ensinamentos registrados nos Evangelhos, não há nenhum registro criticando outras religiões ou deuses pagãos. Em vez disso, Jesus criticava os líderes da sua própria religião que distorciam a mensagem das Escrituras. Jesus foca em revelar a natureza de Deus, advertir contra a hipocrisia religiosa e chamar as pessoas ao arrependimento e à fé no Deus único.

Jesus interagiu com pessoas de outras Religiões:
com os Magos do Oriente:
Pra começar recebeu até oferendas: ouro, incenso e mirra dos Magos do Oriente, provavelmente eram de alguma religião relacionada à astrologia ou misticismo.
"Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra" (Mateus 2:11)
com a Mulher Samaritana:
Jesus interage positivamente com os Samaritanos, que tinham uma prática religiosa distinta dos Judeus (assim como os Cristãos de hoje tem práticas diferentes dos Umbandistas). No encontro com a mulher Samaritana, Ele fala sobre a verdadeira adoração:
"Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus" (João 4:22).
Embora Jesus tenha destacado a conexão entre a salvação e o povo judeu, sua missão transcendia fronteiras étnicas e religiosas. Ele veio como o Messias prometido não apenas para os judeus, mas para toda a humanidade. Portanto, sua declaração não era uma rejeição contra pessoas de outras religiões, mas uma afirmação da missão messiânica de Jesus como fonte de salvação para todos.
Essa declaração de Jesus reflete tanto a complexidade das relações entre judeus e samaritanos na época quanto a universalidade de sua mensagem de salvação. Ele convidou todos, independentemente de sua origem étnica ou religiosa, a encontrarem a vida eterna através Dele.

Jesus elogiou a Fé de Pessoas de outras religiões:
Elogia a Fé do Centurião Romano:
Um centurião romano, representante de um poder pagão, demonstra fé em Jesus, e Jesus elogia sua fé:
"Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé" (Mateus 8:10).
Elogia a Fé da Mulher Cananéia:
Jesus cura a filha de uma mulher cananeia, que não era judia, elogiando sua fé Nele:
"Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja" (Mateus 15:28).
Advertências sobre Falsos Profetas e Hipocrisia Religiosa
Observe que em muitos momentos Jesus elogia pessoas de outras religiões e critica duramente pessoas da sua própria religião, do judaísmo (judeus, fariseus e saduceus)
Falsos Profetas:
Jesus adverte contra falsos profetas que deturpam a mensagem divina:
"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores" (Mateus 7:15).
Hipocrisia Religiosa:
Sua crítica mais severa é direcionada aos líderes religiosos judeus, os fariseus e saduceus, por sua hipocrisia:
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e intemperança" (Mateus 23:25).
Ensinamentos sobre Idolatria e Outros Deuses
Exclusividade da Adoração ao Único Deus:
Jesus reafirma o monoteísmo judaico, enfatizando a adoração exclusiva ao único Deus verdadeiro. Ele cita o Shemá, uma declaração central da fé judaica:
"Ouça, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças" (Marcos 12:29-30).
Rejeição da Idolatria:
Embora Jesus não faça muitas referências diretas aos deuses pagãos, Ele segue a tradição judaica de rejeitar a idolatria.
Reflexão
Jesus focou em uma mensagem de amor, compaixão, e fé autêntica em Deus, desafiando a hipocrisia religiosa e chamando as pessoas a um relacionamento espiritual e verdadeiro com Deus. Enquanto não há uma condenação específica e frequente das religiões e deuses pagãos nos Evangelhos, o ensino de Jesus deixa claro a importância da adoração exclusiva ao único Deus verdadeiro e a rejeição de qualquer forma de idolatria.
|