
Meu Testemunho como Missionário

Só se é livre quando se faz o que não quer. Esta frase reflete um conceito central da filosofia moral de Immanuel Kant. Ele acreditava que a verdadeira liberdade consiste em não seguir os impulsos, desejos ou inclinações naturais, mas em agir de acordo com a razão e o dever moral. Ser livre é ser autônomo, isto é, governar-se por leis que a própria razão estabelece, independentemente dos desejos subjetivos. Se uma pessoa é tentada a mentir para escapar de uma situação difícil, mas decide dizer a verdade por reconhecer que isso é moralmente correto, ela está exercendo a liberdade verdadeira. Nesse caso, ela faz o que "não quer" no sentido emocional ou imediato, mas o que "deve" segundo a razão. Essa visão desafia a ideia comum de liberdade que é fazer o que se deseja. Em vez disso, ele propõe que a verdadeira liberdade é ter a autodisciplina e obediência à lei moral interna que muitas vezes significa agir contra os próprios desejos e inclinações em favor do que é certo.
É interessante observar como Deus se revela de diferentes formas. Inclusive pela consciência e observação da natureza. Que parece ser o método pelo qual muitos filósofos famosos chegam à verdade de Cristo. Eles chamam de razão. E, em última análise, a razão é Cristo. Cristo é o autor da vida. Embora Kant não admita explicitamente, mas há uma revelação divina na mente de Kant e de cada um de nós sobre quem é Deus e sua moralidade e qual deve ser o nosso caminho a ser trilhado. Cristo é a revelação especial máxima para a humanidade. Embora Deus também se revele na nossa própria consciência e na observação da natureza. Por que no final das contas a gente vive nessa tensão, de ir contra nossa própria natureza corrompida. Que é essa autodisciplina e capacidade de fazer a vontade de Deus, que é nos dada através do Espírito Santo. É possível trilhar o caminho de Cristo sem perceber que está sendo cristão, uma vez que a religião foi tão distorcida na história humana. A razão humana em última análise é um dom divino. É interessante observar como o exercício da filosofia nos leva ao dono de toda sabedoria.
Grandes filósofos, como Platão, Aristóteles e Kant, dedicaram suas vidas a refletir sobre a moralidade, a justiça e a própria existência. Embora muitos deles não tenham chegado explicitamente a Cristo, suas reflexões apontam para verdades universais que ecoam os princípios divinos: A busca pela causa primeira (Aristóteles) reflete o conceito de um Criador supremo. A ideia de um mundo ideal e perfeito (Platão) sugere a realidade de um Reino Celestial. A moralidade fundamentada na razão (Kant) ecoa a lei de Deus escrita nos corações. Paulo lá em Atenas, percebe que os gregos fizeram essa conexão e diz: "passando e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar no qual estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem o conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio." (Atos 17:23)
"O vento sopra onde quer, você o ouve, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito." (João 3:8) O Espírito Santo opera de forma soberana, misteriosa e independente, e nada impede que Ele trabalhe em corações mesmo onde o Evangelho ainda não chegou. Há argumentos de que pessoas podem responder à revelação geral de Deus (natureza e consciência) com fé genuína, semelhante à fé de Abraão, que creu antes da revelação plena em Cristo (Gênesis 15:6; Romanos 4:3). De um jeito ou de outro: É impossível escapar de Cristo.
Toda salvação, em qualquer tempo da história ou circunstância, é por meio da obra redentora de Cristo. Mesmo que a pessoa não compreenda plenamente ou tenha recebido uma revelação limitada, a graça de Deus aplicada pela fé sempre terá que necessariamente fluir da cruz de Cristo. Isso demonstra o amor e a soberania divina em alcançar os perdidos, inclusive preparando os corações para responderem positivamente (ou rejeitar se for o caso) quando ouvirem a verdade.
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