Sotaques de Bumba-Meu-Boi

Atualizado em 4/06/2018
   
  
  
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 SOTAQUES: EXPOSIÇÃO DO BUMBA-MEU-BOI

Mostra com elementos das principais variações maranhenses

QUANDO: 02 a 12 de junho, sábado
ONDE: Rio Anil Shopping – Piso L1, próximo ao Espaço Co-Working

 

ENTRADA:
Gratuita 

 

 

Sotaque da Ilha – Boi de Matraca

 

O mais popular e numeroso sotaque. O instrumento que dá nome a essa variação é a matraca, dois pequenos pedaços de madeira que motivam os seguidores e fãs de cada boi a engrossarem a massa sonora de cada "Batalhão". Além das matracas, são usados pandeirões e tambores-onça, uma espécie de cuíca com som mais grave. Na frente do grupo fica o cordão de rajados, caboclos de fitas, índias, vaqueiros e caboclos de pena.
 

 

Sotaque de Orquestra

 

Além, claro, da capoeira – carcaça usada pelos miolos, pessoas que dão vida ao boizinho, no espaço reservado ao sotaque de orquestra estão as indumentárias utilizadas pelas índias e pelos vaqueiros de fita e campeadores. Ao incorporar outras influências musicais, o Bumba-meu-boi ganha neste sotaque o acompanhamento de diversos instrumentos de sopro e cordas, como saxofone, clarinete e banjo. Peitilhos (coletes) e saiotes de veludo com miçangas e canutilhos são alguns dos detalhes nas roupas dos brincantes.
 

 

Sotaque da Baixada

 

O Sotaque que nasceu na região de Pindaré-Mirim, na baixada maranhense, é destaque. Os pandeirões, muito utilizados em outras variações, também estão presentes aqui, a diferença é que o ritmo é mais cadenciado. Este sotaque também se apresenta com índias e caboclos de pena, além dos cazumbás e suas indispensáveis caretas – Máscaras acompanhadas por chapéus grandes, pesados e esculturais.

 


Sotaque de Guimarães – Boi de Zabumba

 

Guimarães é outra cidade histórica, que também fica na baixada maranhense. Lá, nasceu uma variação do sotaque de Pindaré, com utilização de pandeirões menores que são tocados em ritmo mais acelerado. Este sotaque marca a forte presença africana na festa. Pandeirinhos, maracás e tantãs, além das zabumbas, dão ritmo para os brincantes. No vestuário, destacam-se golas e saiotas de veludo preto bordado e chapéus com fitas coloridas.

 


Sotaque Costa de Mão

 

Em 2017, quase desapareceu dos terreiros juninos. Como forma de valorizá-lo e reergue-lo, vários grupos de bumba-meu-boi, de vários outros sotaques, decidiram homenagear esse ritmo tão tradicional e, por isso, ele tem espaço de destaque na mostra. Típico da região de Cururupu, na baixada maranhense, ganhou este nome devido a uns pequenos pandeiros tocados com as costas da mão. Caixas e maracás completam o conjunto percussivo. Além de roupa em veludo bordado, os brincantes usam chapéus em forma de cogumelo, com fitas coloridas e grinaldas de flores.

 

 

 


História do Bumba-Meu-Boi
O casal que protagoniza a lenda do bumba-meu-boi é Pai Francisco e Mãe Catirina. Os bonecos fazem referência à história da mulher grávida que desejou comer a língua de Mimoso, o boi preferido do Fazendeiro, patrão de Pai Francisco, marido de Catirina.

Todos os grupos de bumba-meu-boi do Maranhão homenageiam a trama que se desenrola quando Pai Francisco resolve satisfazer o desejo da mulher e, para isso, mata Mimoso. O que acontece depois inúmeras toadas narram, há gerações: o casal foge da Fazenda, os vaqueiros vão em busca, os índios surgem na floresta, repleta de espíritos protetores da mata, chamados de Cazumbás – ou Cazumbas; Mimoso torna a viver, o casal é perdoado e todos na Fazenda, juntos, dançam felizes pela vida do boi.

A história é a mesma, mas as formas de homenageá-la mudam, de acordo com a região do estado em que a tradição se mantém. É justamente essa viagem pela diversidade rítmica do bumba-meu-boi que a exposição “Sotaques” possibilita ao público.

 

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